Cientista de dados: quais as evoluções dessa profissão

Cientista de dados: quais as evoluções dessa profissão

É preciso desenvolver competências técnicas e emocionais para se destacar.

 

Em 2019, um levantamento feito pelo Glassdoor evidenciou a importância da profissão do cientista de dados. De acordo com o ranqueamento para identificar qual o profissional mais feliz e satisfeito, nos Estados Unidos, considerando três itens: salário médio, índice de satisfação no trabalho e número de vagas disponíveis – o cientista de dados ganhou o primeiro lugar. O mapeamento, que conta com 50 profissões listadas, ainda aponta que 19 delas estão dentro da área de tecnologia, ou seja, 38% do total.

 

“A função do cientista de dados ainda é algo novo, que tem entre 7 e 8 anos de mercado. Muitas pessoas estão chamando diferentes tipos de profissionais de cientista de dados. Às vezes, a definição pode ser radicalmente diferente”, ressalta Vivaldo José Breternitz, professor da Faculdade de Computação e Informática da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

 

Quem é o cientista de dados?

 

De acordo com o representante do Mackenzie, não há ainda uma formação específica para que um profissional se torne cientista de dados. No entanto, os profissionais que estão se destacando nesta área de atuação precisam ter uma formação multidisciplinar e características que envolva mais do que capacidade técnica, mas importantes habilidades emocionais.

 

“O cientista de dados é um profissional que tem um conjunto de habilidades e conhecimento para extrair de uma grande gama de dados, informações úteis para uma empresa. Essa é uma definição simples e clara. A formação dessa pessoa é muito ampla, o que a gente tem visto, que a gente acredita que seja realmente o suficiente para identificar um cientista de dados, é uma pessoa que tem um curso de pós-graduação, mestrado ou doutorado, normalmente na área de Ciências Exatas, Matemática, Física e Computação. Vale destacar que ele também deve ter um amplo conhecimento de uma série de coisas, como computação, estatística e programação”, orienta o professor.

 

Atualmente, os setores que mais estão buscando esse profissional para somar aos seus times são os das áreas financeiras, seguradoras, comércio eletrônico, entre outros. No entanto, cresce a procura por profissionais que saibam ler dados, e esse será um bem valioso para a formação em tecnologia.

 

4 dicas para se tornar um cientista de dados

 

1. Tenha uma formação sólida na parte técnica: para iniciar nesse mercado, é preciso ter uma graduação técnica voltada para a análise de dados, que pode estar ligada às áreas de Matemática, Estatística, Computação, etc. “Ele precisa ter uma formação acadêmica muito sólida, não adianta ter só um diploma. Sempre que algum tema vira moda, tem um monte de gente vendendo coisas acerca desse tema. Estamos vendo por aí cursos de tecnólogo para formar um cientista de dados, e isso não vai acontecer. Primeiro, ele precisa entender muito de matemática e estatística, e precisa conhecer algumas linguagens de programação”, destaca Vivaldo José Breternitz.

 

2. Habilidades socioemocionais importam (e muito!): o trabalho do cientista de dados não se faz sozinho. Saber trabalhar em equipe para se tornar parte essencial de um departamento com este foco é uma das principais premissas de um profissional com este perfil. Para se destacar e conseguir agregar qualidade aos projetos da empresa, será necessário dividir tarefas, ouvir e contar com a análise também dos seus colegas.

 

3. Conheça o negócio: este aspecto não pode ser negligenciado. Isso porque não basta a formação técnica de qualidade para entender o que a empresa precisa. Ao se analisar os dados, é preciso compreender o que eles significam. Logo, é importante conhecer o setor em que se pretende atuar, os concorrentes, as fortalezas e as fraquezas, para conseguir contribuir com mais assertividade e demonstrar o valor dessa análise de dados. “O cientista de dados precisa conhecer o ambiente empresarial, em vista que ele vai analisar muitos dados e vai descobrir coisas pertinentes da empresa. Ele precisa conhecer o negócio para gerar informações que possam ajudar a atrair clientes”, orienta o professor.

 

4. Continue adquirindo conhecimento (não pare de estudar): Como podemos observar, o cientista de dados é um profissional que precisa adquirir várias formações e se dedicar muito ao conhecimento técnico e administrativo. Continuar se dedicando aos estudos é primordial para, cada vez mais, apresentar uma formação mais rica. “Um cientista de dados tem que ter uma formação baseada em T. A barra horizontal superior indica que ele precisa saber, por exemplo, como funciona uma empresa e saber se relacionar com equipes multidisciplinares. Já a barra vertical representa o aprofundamento em itens como computação, estatísticas, big data, armazenagem de dados, etc. E tem outros fatores ligados aos aspectos éticos, de legislação, privacidade, a capacidade de comunicar aquilo que ele descobriu”, destaca o representante do Mackenzie.

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