Multicloud: 81% das empresas de alto desempenho já adotaram a estratégia. E a sua?

Multicloud: 81% das empresas de alto desempenho já adotaram a estratégia. E a sua?

Entenda o que considerar antes de migrar para a multicloud.

 

De acordo com pesquisa da Gartner, os gastos dos departamentos de TI das empresas com soluções de cloud computing devem chegar a 28% do total em 2022. Por outro lado, segundo a pesquisa RightScale 2018 State of Cloud Report, realizada com executivos ao redor do mundo, 81% das empresas de alto desempenho já adotam estratégias multinuvem. Tais dados demonstram que a necessidade de evoluir no aspecto tecnológico já está sendo visualizada por grandes companhias, que entenderam que para reduzir custos, ganhar escalabilidade, aumentar a agilidade e contar com a elasticidade da nuvem, uma estratégia assertiva é adotar a multicloud.

 

Quando uma companhia decide adotar uma estratégia de migração para mais de uma nuvem, ela adota a chamada “multicloud”. “A multicloud é quando a empresa ou a organização usa mais de um provedor de serviço ou nuvem. Ela pode realizar a estratégia tanto com o mesmo fornecedor quanto com o fornecedor A e o fornecedor B, considerando provedores diferentes”, explica Vivaldo José Breternitz, professor da Faculdade de Computação e Informática da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

 

Ainda de acordo com o representante do Mackenzie, normalmente, nessa estratégia uma nuvem pode fazer backup dos arquivos ou documentos que estejam na outra, tornando a metodologia bastante indicada para aplicações muito críticas. “Ela pode ser usada em diversas situações, por exemplo quando eu quero ter um backup e não depender de um fornecedor só”, exemplifica.

 

As razões para adotar a multicloud são várias. Podemos considerar aspectos que envolvem segurança, otimização de custos, estratégias para contratação de diferentes fornecedores, etc. “As razões envolvem, principalmente, os custos, porque os fornecedores possuem políticas de valores diferentes. Então, se eu tenho um cliente com uma quantidade de dados muito grande, mas que acessa pouco; ou um cliente que acessa muito a nuvem, mas tem uma capacidade de armazenagem menor; são situações diferentes. Logo, alguns provedores cobram mais pelo acesso e outros pela armazenagem, e os clientes escolhem de acordo com a sua necessidade”, detalha Breternitz. Vale destacar também que todas essas razões podem estar correlacionadas.

 

3 passos antes de contratar a multicloud


1 – Defina as suas estratégias: antes da empresa decidir adotar a multicloud, ela precisa, primeiramente, definir qual é a estratégia de processamento de dados que ela vai utilizar – até para garantir a segurança desses dados. É preciso conhecer o próprio público e seus clientes para definir o que seria melhor para aquela situação e garantir que a estratégia esteja alinhada às suas necessidades.


2 – Avalie possíveis fornecedores: o segundo passo é buscar quais os fornecedores para analisar preços e estratégias. “Nesse momento, a companhia precisa avaliar a reputação da empresa para não correr riscos futuros. Checar quem são os clientes e os cases”, orienta o professor do Mackenzie. Quando se faz esse tipo de seleção, surgem algumas alternativas, e a partir disso é preciso observar os valores praticados, a flexibilidade e as informações contidas em contrato.


3 – Avalie com detalhes os itens do contrato: sabe aqueles detalhes do contrato, geralmente, em letras de tamanho reduzido, que são cansativos de serem lidos? É importante ter atenção a cada uma dessas frases. Entender as regras de serviço, entre outras informações, é fundamental para evitar que o serviço contratado seja realmente aquele que se solicitou durante a proposta. Vale destacar que o profissional de TI precisa fazer essa revisão no escopo de serviços enquanto a área jurídica deve avaliar todas as partes que são pertinentes para a companhia neste aspecto. “Quando se olha para a contratação de nuvem e para uma empresa que fornece esse tipo de serviço, é fundamental ter esse apoio para analisar todas as cláusulas do contrato”, destaca Vivaldo José Breternitz, professor da Faculdade de Computação e Informática da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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